Conceitos e classificação dos transtornos relacionados à tecnologia (DSM-5-tr, CID-11). Diferença entre uso problemático/transtornos e limitações dos manuais diagnósticos atuais. Impactos gerais na saúde mental, física e nas relações interpessoais.
Bases neurobiológicas e psicológicas e suas influências. Relação entre transtornos digitais e outros transtornos mentais. Impacto nas relações sociais e familiares. Implicações no desempenho escolar e profissional. Consequências na saúde mental e física, gerando custos sociais e econômicos na saúde e na Sociedade. A importância do contexto familiar e social.
Transtorno do Jogo pela Internet (Internet Gaming Disorder). Nomofobia – “no-mobile phobia” - (medo de ficar sem celular). FOMO “Fear of Missing Out” – (medo de ficar de fora) e suas consequências. Vício em redes sociais e jogos online. Dependência de internet. Cyberbullying e seus impactos psicológicos. Ansiedade e depressão associadas ao uso excessivo de tecnologia. Distúrbios do sono e seus impactos no bem-estar. Comorbidades e diagnósticos diferenciais.
Metodologias e instrumentos de avaliação psicológica. Entrevista clínica e anamnese específica para transtornos digitais. Questionário e escalas: “Chen Internet Addiction Scale (CIAS)” e “Young's Internet Addiction Test (IAT)”, instrumentos que avaliam a dependência de internet; “Smartphone Addiction Scale”, instrumento que avalia a dependência de smartphones. Avaliação dos impactos em relação a intensidade, frequência, gravidade e prejuízo na vida destes indivíduos, causados pelo uso excessivo de tecnologia. Avaliação multidisciplinar: colaboração entre psicólogos, psiquiatras e outros profissionais.
Fundamentos e aplicações da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) nos transtornos digitais. Identificação de pensamentos automáticos e crenças disfuncionais. Técnicas de reestruturação cognitiva e modificação de comportamentos. Desenvolvimento de habilidades como resolução de problemas, mindfulness e gerenciamento de tempo. Abordagens baseadas em regulação emocional com exposição gradual e controle da impulsividade.
Abordagens terapêuticas familiares e grupais: Comunicação; estabelecimento de limites; resolução de conflitos; educação sobre o uso saudável da tecnologia; suporte emocional; envolvimento em atividades familiares. Intervenções para promover a comunicação e o suporte familiar. O impacto do uso excessivo de dispositivos digitais nos relacionamentos familiares e o estabelecimento de limites. Grupos de apoio para suporte social e prevenção de recaídas. Estratégias de desenvolvimento de habilidades sociais para lidar com a solidão e o isolamento social.
O papel dos profissionais de saúde mental. Aspectos éticos do trabalho com transtornos digitais. Privacidade, confidencialidade e segurança dos dados do paciente. Responsabilidade profissional e boas práticas clínicas. Tratamento farmacológico (quando indicado).
Estratégias de prevenção primária, secundária e terciária. Educação digital: conscientização sobre o uso saudável da tecnologia. Políticas públicas e legislação.
O que são intervenções multidisciplinares. Modelos de colaboração entre profissionais de saúde mental, educação e tecnologia. Superação de desafios, como resistência ao tratamento e coordenação entre profissionais.
Definição de hiperconectividade e suas características. Efeitos das tecnologias na atenção, concentração, leitura e escrita. Impactos da sobrecarga de informações no foco e na retenção de conteúdo. Influência dos estímulos digitais no cérebro infantil e adolescente, afetando memória, tomada de decisão e resolução de problemas. Relação entre hiperconectividade e dificuldades de concentração, como o TDAH, e como ela altera os processos de aprendizagem no ambiente acadêmico.
*Organização Curricular sujeita a alterações.