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Saúde Pública e Estratégia SUS - LANÇAMENTO 2026 5 saude_pos_graduacao_verbo_educacional.jpg Saúde saude
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Saúde Pública e Estratégia SUS - LANÇAMENTO 2026
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Apresentação

A Pós-Graduação em Saúde Pública e Estratégia SUS foi desenvolvida para profissionais que desejam atuar com excelência nas políticas públicas de saúde, planejamento territorial, vigilância, gestão do cuidado, redes assistenciais, promoção da saúde e inovação digital.
O curso integra teoria e prática, com base nas principais políticas nacionais, evidências científicas e necessidades reais dos serviços. A formação aborda desde os fundamentos da saúde coletiva até os modelos contemporâneos de governança, cuidado em rede, saúde digital e inovação na gestão pública.


Justificativa

O curso responde às demandas contemporâneas de:

  • Fortalecimento do SUS como sistema público universal, integral e equânime, com ênfase em redes de atenção, regionalização e atenção primária.
  • Implementação e qualificação da PNAB, PNPS e PNH, que colocam no centro os determinantes sociais, a promoção da saúde, a humanização do cuidado e a participação social.
  • Transição digital na saúde, alinhada à Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020–2028, telessaúde e prontuário eletrônico.

Metodologia

Aulas gravadas e dois encontros ao vivo – ministrados na forma de palestra com especialista convidado.

O especialista em Saúde Pública e Estratégia SUS será um profissional com:

  1. Visão sistêmica do SUS, das políticas e das redes de atenção. 
  2. Capacidade de planejamento, gestão e avaliação em saúde.
  3. Competência para analisar dados epidemiológicos e indicadores de saúde.
  4. Habilidades em liderança, trabalho em equipe, educação permanente e gestão do trabalho em saúde.
  5. Domínio de princípios de segurança do paciente, qualidade e humanização. 
  6. Uso crítico e ético de ferramentas digitais (telessaúde, prontuários, sistemas de informação) no contexto do SUS.

Mais do que capacitar para atuar no SUS, esta pós-graduação prepara profissionais para transformar serviços, fortalecer territórios e liderar processos que impactam vidas.

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Objetivo

Objetivo geral

Formar especialistas capazes de planejar, gerir, avaliar e inovar em ações e serviços de saúde pública, com foco no SUS, articulando epidemiologia, gestão, redes de atenção, promoção da saúde e saúde digital.

Objetivos específicos

Ao final do curso, espera-se que o egresso seja capaz de:

  • Compreender criticamente os fundamentos da saúde coletiva, determinantes sociais e modelos de atenção à saúde.
  • Analisar e aplicar instrumentos de epidemiologia e vigilância em saúde para apoiar decisões no SUS.
  • Planejar, monitorar e avaliar ações, programas e serviços em diferentes níveis de atenção.
  • Atuar na Atenção Primária à Saúde e redes de atenção, com foco em coordenação do cuidado e integração regional. 
  • Desenvolver estratégias de promoção da saúde, participação social e humanização em serviços públicos. 
  • Utilizar informação, saúde digital e telessaúde para qualificar o cuidado e a gestão. 

Público

Profissionais da saúde graduados em medicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia, serviço social, nutrição, educação física, odontologia, fonoaudiologia, gestão em saúde, administração pública, que atuam ou desejam atuar em serviços vinculados ao SUS.

Metodologia

O curso conta com:

  • Video-aulas disponíveis em plataforma exclusiva
  • Tutoria acadêmica para esclarecimentos de dúvidas
  • Materiais de estudo elaborado pelos professores
  • Biblioteca virtual
  • Atendimento personalizado

Professores

Os docentes desta especialização são mestres, doutores e especialistas nas áreas de Saúde Coletiva, Saúde Pública, Epidemiologia, Gestão em Saúde, Políticas Públicas, Administração Pública, Enfermagem, Medicina, Psicologia, Serviço Social ou áreas afins, com sólida trajetória profissional no Sistema Único de Saúde. Possuem vivência concreta no SUS, atuando em funções de gestão, coordenação de serviços, vigilância em saúde, Atenção Primária à Saúde, planejamento, regulação e formulação ou implementação de políticas públicas, com experiência nos âmbitos municipal, estadual e federal.

Matriz Curricular

1. Fundamentos de Saúde Pública, Saúde Coletiva e Determinantes Sociais

Objetivo: Desenvolver uma compreensão crítica dos fundamentos históricos, sociais, políticos e conceituais da saúde pública e da saúde coletiva no Brasil, contextualizando a construção do SUS, seus princípios constitucionais e os determinantes sociais da saúde, articulando esses elementos às transições epidemiológicas e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ementa: História da Saúde Pública no Brasil. Constituição de 1988 e a reforma sanitária. Conceitos de saúde, doença e risco. Saúde coletiva versus saúde pública tradicional. Determinantes sociais da saúde e iniquidades. Modelos de atenção à saúde e transição demográfica/epidemiológica. Articulação com Agenda 2030 e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Conteúdo Programático

  • Raízes Históricas da Saúde Pública: Modelos sanitários ao longo do tempo: higienismo, campanhismo e modelo médico-assistencial. Marcos históricos internacionais (OMS, Alma-Ata, Carta de Ottawa, Conferências Mundiais). Pandemias e impactos estruturantes: varíola, tuberculose, HIV/AIDS, COVID-19.
  • Reforma Sanitária Brasileira e Construção do SUS: Movimento da Reforma Sanitária e 8ª Conferência Nacional de Saúde. Constituição de 1988: direitos sociais, universalidade, equidade e integralidade. Lei 8.080/90 e 8.142/90: bases legais e organizativas. SUS: avanços, retrocessos, desafios estruturais.
  • Fundamentos Conceituais em Saúde Coletiva: Saúde pública vs. saúde coletiva vs. medicina social. Conceitos contemporâneos de: saúde e doença, risco e vulnerabilidade, promoção e prevenção, modelo biomédico × modelo biopsicossocial × modelo de determinantes sociais da saúde.
  • Determinantes Sociais da Saúde e Iniquidades: Determinantes sociais, estruturais e intermediários (modelo Dahlgren & Whitehead). Racismo estrutural, gênero, território e desigualdades. Interseccionalidade e grupos vulnerabilizados (populações tradicionais, pessoas em situação de rua, população LGBTQIA+, deficiência). A PNPS e políticas intersetoriais.
  • Transição Demográfica, Epidemiológica e o Cenário Contemporâneo: Envelhecimento populacional e doenças crônicas não transmissíveis. Violências, saúde mental e determinantes contemporâneos (tecnologia, trabalho, clima). Mudanças climáticas e saúde planetária.
  • Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: ODS 3 como eixo central. Interdependência com os demais objetivos (redução de desigualdades, educação, cidades sustentáveis, clima, pobreza). Indicadores globais vs. indicadores SUS.

2. Epidemiologia em Saúde Pública e Vigilância em Saúde

Objetivo: Desenvolver competências para compreender, analisar e aplicar métodos epidemiológicos e princípios da vigilância em saúde no contexto do SUS, utilizando dados, indicadores e sistemas de informação para apoiar decisões em planejamento, prevenção e controle de agravos.

Ementa: Conceitos e usos da epidemiologia em saúde pública. Medidas de frequência e associação. Desenhos de estudos epidemiológicos. Vigilância em saúde (epidemiológica, ambiental, sanitária, saúde do trabalhador). Sistemas de informação em saúde (Sinan, SIM, SIH, e-SUS). Análise de indicadores, surtos e agravos relevantes no SUS.

Conteúdo Programático

  • Introdução à Epidemiologia e sua Função no SUS: Epidemiologia: conceito, campos de aplicação e importância estratégica. Epidemiologia descritiva × epidemiologia analítica. Ciclo epidemiológico e cadeia de causalidade. Conceito de risco, vulnerabilidade e determinantes.
  • Medidas Epidemiológicas de frequência: Incidência. Prevalência. Mortalidade (geral, específica e proporcional). Letalidade.
  • Medidas Epidemiológicas de associação e impacto: Risco relativo. Odds Ratio. Risco atribuível. Número necessário para tratar (NNT) e para causar dano (NNH).
  • Desenhos de Estudos Epidemiológicos observacionais: Descritivos. Transversal. Caso-controle. Coorte.
  • Estudos experimentais: Ensaio clínico. Ensaio comunitário. Intervenções em políticas públicas. Validade interna x externa. Viés, confundimento, causalidade e critérios de Bradford Hill.
  • Vigilância em Saúde e Processos Operacionais: Vigilância epidemiológica. Vigilância sanitária. Vigilância ambiental. Saúde do trabalhador. Vigilância genômica e vigilância sentinela (pós COVID-19). Notificação compulsória: periodicidade, responsabilidades, agravos prioritários. Fluxos de comunicação entre serviços, municípios, estados e Ministério da Saúde.
  • Sistemas de Informação em Saúde: Análise, estrutura e aplicabilidade dos principais sistemas do SUS. SINAN – agravos de notificação. SIM – mortalidade. SIH/SUS – internações. SISAB/e-SUS APS – APS e prontuário eletrônico. CNES – cadastro de estabelecimentos. SIVEP-Gripe, GAL, SISAGUA, SINASC e SIGTAP.
  • Indicadores de Saúde e Análise Epidemiológica: Indicadores de saúde pública (mortalidade, morbidade, cobertura, vigilância). Indicadores de desempenho e monitoramento (APS, redes, vacinação). Comunicação de risco e elaboração de boletins epidemiológicos.

3. Sistema Único de Saúde: Princípios, Legislação, Financiamento e Governança

Objetivo: Compreender a estrutura normativa, organizativa e operacional do SUS, incluindo sua base legal, princípios, formas de organização territorial, mecanismos de pactuação interfederativa, modelos de financiamento e instrumentos de controle social, possibilitando análise crítica e aplicação prática em cenários reais do sistema público de saúde.

Ementa: SUS: princípios doutrinários e organizativos. Leis orgânicas da saúde (8.080/1990 e 8.142/1990). Regionalização, hierarquização e descentralização. Pactos em saúde, instâncias de pactuação interfederativa. Financiamento do SUS, fundos de saúde, emendas e novos modelos de remuneração. Controle social e gestão participativa.

Conteúdo Programático

  • Fundamentos e Princípios do SUS: Direito à saúde e Estado Democrático de Direito. Princípios doutrinários: universalidade, integralidade, equidade. Princípios organizativos: descentralização, regionalização, hierarquização, participação social.
  • Base Legal e Estrutura Normativa: Constituição Federal de 1988: artigos 196–200. Leis Orgânicas da Saúde: Lei 8.080/1990 — organização, competências, vigilância, execução. Lei 8.142/1990 — participação social e transferência fundo a fundo. Portarias, decretos, resoluções e normas operacionais (NOAS, NOB, Pactos e PNAB – abordagem histórica e funcional). 
  • Organização Territorial: Regionalização, Hierarquização e Redes. Estrutura federativa do SUS e responsabilidades entre esferas. Regionais de saúde, macrorregiões e consórcios públicos. Redes de Atenção à Saúde (RAS) e papel estratégico da Atenção Primária. Regulação do acesso e linhas de cuidado. 
  • Governança e Pactuação Interfederativa CIT (Comissão Intergestores Tripartite). CIB (Comissões Intergestores Bipartite). CIR (Comissões Intergestores Regionais). Pactos pela Saúde e processos decisórios regionais. Instrumentos oficiais: Plano de Saúde, PAS, RAG, COAP (quando aplicável). 
  • Financiamento do SUS e Modelos de Remuneração: Bases constitucionais de financiamento. Fontes de custeio e lógica das transferências federais. Fundo Nacional e Fundos Municipais/Estaduais de Saúde. Modalidades atuais de repasse: Capitação ponderada. Incentivos programáticos. Pagamento por desempenho. Emendas parlamentares. Financiamento da APS (Previne Brasil, transição e atualizações). Prestação de contas, transparência e impacto da judicialização.
  • Participação Social e Controle Democrático da Saúde: Democracia sanitária, controle público e corresponsabilidade. Conselho Nacional, estaduais e municipais de saúde. Conferências e resoluções. Ouvidorias, transparência ativa (LAI/LGPD), auditoria e controle.

4. Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde no SUS 

Objetivo: Capacitar o estudante a planejar, monitorar e avaliar ações, serviços e redes de atenção à saúde no contexto do SUS, utilizando métodos, instrumentos e modelos analíticos para tomada de decisão, gestão por resultados e melhoria contínua da qualidade da atenção.

Ementa: Planejamento em saúde: conceitos, métodos e instrumentos (PDC, PDCA, PES). Planejamento ascendente e regional. Gestão por resultados e contratualização. Avaliação em saúde: tipos, modelos lógicos, indicadores. Monitoramento de programas, serviços e redes. Uso de informações para tomada de decisão.

Conteúdo Programático

  • Fundamentos do Planejamento em Saúde: Planejamento como função da gestão pública. Diferenças entre: planejamento normativo, estratégico e situacional. Planejamento ascendente e participativo no SUS. Diagnóstico situacional (território, problemas priorizados, análise de cenários). Determinantes sociais x necessidades de saúde x prioridades sanitárias.
  • Métodos e Ferramentas de Planejamento: PDR (Plano Diretor de Regionalização). PDCA (ciclo de melhoria contínua). PES – Planejamento Estratégico Situacional (Carlos Matus). Metas SMART e OKRs em políticas públicas. Plano de Saúde, Programação Anual e Agenda de Ações Estratégicas.
  • Gestão por Resultados, Contratualização e Regulação: Gestão pública contemporânea: accountability, transparência, eficiência. Contratualização de metas e indicadores, serviços próprios, OS, consórcios e filantrópicos. Gestão de fluxos e regulação assistencial baseada em risco. Incentivos financeiros atrelados a desempenho.
  •  Avaliação em Saúde: Tipos, Modelos e Abordagens: Avaliação no SUS: institucional, participativa, normativa, avaliativa e meta-avaliativa. Tipos: Ex-ante (antes), Formativa (durante), Somativa (após), Avaliabilidade. Modelos conceituais: Modelo Lógico, Teoria da Mudança, Ciclo de Donabedian (estrutura–processo–resultado).
  • Monitoramento de Programas, Serviços e Redes: Monitoramento como rotina de gestão e melhoria. Indicadores: estrutura, processo e resultado. Painéis, dashboards, boletins e tomada de decisão tática e estratégica. Monitoramento das Redes de Atenção (APS, Regulação, Urgência, Saúde Mental, Crônicas).
  • Uso de Informações e Evidências para Decisão em Saúde: Princípios de tomada de decisão baseada em evidências. Sistemas de Informação e análises integradas. Comunicação estratégica: sínteses, relatórios de gestão e comunicação de risco. Cultura de melhoria contínua e aprendizagem organizacional.

5. Atenção Primária à Saúde, Redes de Atenção e Estratégia Saúde da Família

Objetivo: Desenvolver competências para compreender, organizar e qualificar a Atenção Primária à Saúde como coordenadora do cuidado e ordenadora das Redes de Atenção no SUS, com foco na Estratégia Saúde da Família, nas práticas territoriais, na integração assistencial e na continuidade do cuidado ao longo do ciclo de vida.

Ementa: Conceitos de Atenção Primária à Saúde (APS) e Atenção Básica. PNAB, organização da APS no SUS, modelos de equipe. Estratégia Saúde da Família e expansão da cobertura. Coordenação do cuidado, vínculo e longitudinalidade. Redes de Atenção à Saúde (RAS) e papel da APS como coordenadora. Integração APS–urgência, saúde mental, crônicas e hospital.

Conteúdo Programático

  • Fundamentos e Modelos de Atenção Primária: História e evolução dos modelos de APS no mundo (Alma-Ata → Astana). APS vs. Atenção Básica no Brasil. Princípios da APS: Primeiro contato. Longitudinalidade. Coordenação. Integralidade. Orientação familiar/comunitária.
  • PNAB e Organização da APS no SUS: Diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB 2017). Organização territorial, adscrição de famílias e adscrição de base populacional. Protocolos assistenciais, linhas de cuidado e gestão clínica no território. Infraestrutura, acolhimento com classificação de risco e agenda regulada. 
  • Estratégia Saúde da Família (ESF) e Modelos de Equipe: Composição e atribuições da equipe: médico, enfermagem, ACS, saúde bucal. NASF-AB e reconfiguração recente para apoio matricial multiprofissional. Expansão da cobertura da ESF e impacto no sistema de saúde. Telessaúde, telediagnóstico e cuidado digital.
  • Coordenação do Cuidado e Longitudinalidade: Continuidade assistencial ao longo da vida. Acompanhamento de condições crônicas, vínculos e projeto terapêutico singular (PTS). Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), interoperabilidade e comunicação intersetorial. Regulação e gestão da clínica na APS. 
  • Redes de Atenção à Saúde (RAS): Conceito e arquitetura das RAS. Papel estruturante da APS como ordenadora das redes. Articulação com serviços de: Urgência e emergência (SAMU–UPA–hospital). Saúde mental (RAPS). Atenção especializada. Atenção ambulatorial e hospitalar. Vigilância em saúde.
  • Financiamento, Indicadores e Qualidade: Modelos de financiamento da APS: capitação ponderada, adicional por desempenho, incentivo estratégico. Indicadores assistenciais: vacinação, pré-natal, doenças crônicas, rastreamentos, visitas domiciliares, territorialização e vigilância. Monitoramento e uso de painéis de dados (SISAB, Previne Brasil, e-SUS AB).

6. Promoção da Saúde, Participação Social e Territórios Saudáveis

Objetivo: Capacitar o estudante a compreender conceitos, políticas e práticas da promoção da saúde com enfoque territorial, intersetorial e participativo, habilitando-o a planejar, implementar e avaliar ações e estratégias que fortaleçam ambientes saudáveis, autonomia dos sujeitos e participação social no contexto do SUS.

Ementa: Conceitos de promoção da saúde, prevenção e proteção. Declaração de Ottawa e conferências subsequentes. Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) e intersetorialidade. Determinantes sociais e enfoque territorial. Participação social, conselhos e conferências de saúde. Metodologias participativas em comunidades e territórios saudáveis.

Conteúdo Programático

  • Fundamentos da Promoção da Saúde: Origem do conceito e evolução histórica. Declaração de Ottawa (1986) e as conferências subsequentes (Bangkok, Jakarta, Helsinki). Determinantes sociais da saúde e abordagens contemporâneas (saúde planetária, bem-estar). Diferenças e relações: Promoção. Prevenção. Proteção. Vigilância e cuidado integral.
  • Marco Normativo e Políticas Públicas no Brasil: Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS). Intersetorialidade e transversalidade das políticas sociais. Programas e ações prioritárias: Alimentação adequada. Atividade física. Vigilância de violências. Ambientes saudáveis. Cultura de paz e equidade.
  • Território, Vulnerabilidade e Saúde: O território como espaço vivo, cultural, político e epidemiológico. Diagnóstico territorial participativo: mapas falados, cartografia social e análise situacional. Estratégias para populações vulnerabilizadas (indígenas, quilombolas, ribeirinhos, urbano-periféricas). Saúde, ambiente e sustentabilidade (ODS e Agenda 2030).
  • Participação Social e Controle Democrático: Democracia sanitária como base organizativa do SUS. Estruturas participativas: Conselhos de Saúde (Nacional, estadual, municipal, local). Conferências de Saúde. Audiências e espaços de escuta comunitária. Ouvidorias do SUS. Participação como direito, processo e instrumento de equidade.
  • Metodologias Participativas em Promoção da Saúde: Educação Popular em Saúde. Abordagens comunitárias: Rodas de conversa. Grupos terapêuticos. Círculos de cultura. Oficinas de empoderamento. Planejamento participativo: identificação de problemas, priorização e corresponsabilização.
  • Estratégias para Ambientes e Territórios Saudáveis: Cidades e comunidades saudáveis. Ambientes promotores de saúde: escolas, unidades de saúde, espaços públicos e empresas. Ações transversais: mobilidade urbana, espaços públicos seguros, alimentação escolar, agricultura familiar, práticas corporais.

7. Gestão da Clínica, Qualidade e Segurança do Paciente no SUS

Objetivo: Desenvolver competências para estruturar e qualificar processos clínicos e gerenciais no SUS, utilizando boas práticas de gestão da clínica, protocolos assistenciais, melhoria contínua e princípios de segurança do paciente, promovendo cuidado seguro, centrado na pessoa e baseado em evidências.

Ementa: Conceitos de gestão da clínica, linhas de cuidado e protocolos assistenciais. Qualidade em saúde: dimensões, indicadores, acreditação. Política Nacional de Segurança do Paciente, protocolos básicos e cultura de segurança. Eventos adversos, análise de incidentes e melhoria contínua. Integração com humanização e experiências do usuário. 

Conteúdo Programático

  • Introdução à Gestão da Clínica: Conceito de gestão da clínica: integração assistência–gestão. Clínica ampliada e cogestão: cuidado centrado na pessoa, equipe e território. Governança clínica: responsabilidades, instrumentos e accountability. Papel dos protocolos assistenciais, diretrizes clínicas e linhas de cuidado. 
  • Linhas de Cuidado e Protocolos Assistenciais: Organização da clínica em linhas de cuidado: crônicas, gestante, idoso, saúde mental, urgência, etc. Processos assistenciais seguros: padronização, fluxos, ordens clínicas. Regulação clínica e coordenação do cuidado. Telessaúde, prontuário eletrônico e cuidado digital baseado em evidências.
  • Qualidade em Saúde: Qualidade em saúde (Donabedian): estrutura, processo e resultado. Dimensões da qualidade: Acesso. Segurança. Efetividade. Eficiência. Equidade. Experiência do paciente. Melhoria contínua: PDCA, A3, Lean Healthcare e ciclo de aprendizagem organizacional. Modelos de acreditação (ONA, Joint Commission, Qmentum) — visão aplicada ao SUS.
  • Política Nacional de Segurança do Paciente (PNSP): Bases legais: Portaria nº 529/2013; RDC 36/2013 (ANVISA). Estrutura da segurança: Núcleo de Segurança do Paciente. Plano de Segurança do Paciente. Notificação no NOTIVISA e e-SUS. Protocolos obrigatórios: Identificação correta do paciente. Comunicação efetiva. Segurança na medicação. Cirurgia segura. Prevenção de quedas. Prevenção de úlcera por pressão. Higiene das mãos.
  •  Eventos Adversos, Riscos e Análise de Incidentes: Diferenças: erro, incidente, quase evento (near miss) e evento adverso. Cultura justa versus cultura punitiva. Ferramentas para análise: Diagrama de Ishikawa. Análise de Causa Raiz (RCA). Protocolo de Londres. Bow-Tie. FMEA (Failure Mode and Effect Analysis).
  • Humanização, Comunicação e Experiência do Usuário: Política Nacional de Humanização (PNH): conceitos-chave. Cuidado centrado na pessoa, empatia clínica e engajamento do usuário. Segurança psicológica nas equipes e comunicação efetiva. Medição da experiência: NPS, PREMs, PROMs e escuta qualificada. 

8. Saúde Digital, Informação em Saúde e Inovação no SUS 

Objetivo: Desenvolver competências para compreender, analisar e aplicar conceitos de saúde digital na gestão e atenção à saúde no SUS, incluindo uso estratégico de dados, sistemas de informação, telemedicina, proteção de dados, interoperabilidade e inovação tecnológica aplicada ao cuidado e à gestão pública.

Ementa: Conceitos de saúde digital, telessaúde, telemedicina e e-saúde. Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020–2028. Sistemas de informação em saúde (e-SUS, SISREG, CNES, etc.) e interoperabilidade. Proteção de dados e LGPD em saúde. Modelos de inovação, uso de dados para gestão, inteligência em saúde e novas tecnologias (apps, IA, wearables).

Conteúdo Programático

  • Introdução à Saúde Digital: Evolução: prontuário em papel → saúde conectada → ecosistema digital. Conceitos-chave: E-Health. MHealth. Telehealth. Digital Health (OMS). Benefícios, riscos e desafios do uso de tecnologia em saúde pública. Infraestrutura digital do SUS: SISAB, PEC e ambiente conectado
  • Estratégia de Saúde Digital 2020–2028: Contexto e objetivos da política nacional. Princípios orientadores: interoperabilidade, padronização, governança e inclusão digital. Atores e responsabilidades (MS, secretarias, CNES, prestadores, Industria 4.0). Indicadores e metas nacionais de transformação digital. 
  • Sistemas de Informação em Saúde no SUS: Ecossistema nacional e integração de bases: e-SUS AB e PEC. SISREG. CNES. SIH/SUS. SIA/SUS. SINAN / SIM / SINASC. SIVEP-Gripe / GAL. Plataformas COVID-19 (COE, Painéis). Qualidade do dado, incompletude, duplicidade e padronização.
  • Interoperabilidade, Dados Clínicos e Prontuário Eletrônico: Conceitos essenciais: interoperabilidade técnica, semântica e organizacional. Padrões internacionais aplicáveis ao SUS: HL7. FHIR. SNOMED CT. ICD-10 / CID-11. Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC/SUS) e Registro Eletrônico em Saúde (RES). Desafios: conectividade, governança, padronização e segurança.
  • LGPD, Ética e Segurança da Informação em Saúde: Marco legal: LGPD aplicada à saúde. Privacidade, consentimento, anonimização e auditoria de dados. Segurança cibernética no setor saúde: riscos, vulnerabilidades e compliance. Princípios éticos: autonomia, confidencialidade, responsabilidade e limite da automação clínica.
  • Inovação Tecnológica, Inteligência em Saúde e Futuro do SUS Digital: Modelos de inovação: Living Labs, GovTech, inovação aberta e Sandbox regulatório. Tecnologias emergentes: Inteligência artificial e machine learning. Chatbots clínicos seguros. Wearables e monitoramento remoto. Realidade virtual e simulação para treinamento. Internet das Coisas (IoT) em saúde. Tomada de decisão baseada em dados (Data-Driven Health System). Saúde digital inclusiva: alfabetização digital e equidade.

9. Políticas, Programas e Linhas de Cuidado em Saúde Pública

Objetivo: Capacitar o estudante a compreender e aplicar políticas, programas e linhas de cuidado prioritárias do SUS, analisando sua estrutura normativa, modelos de cuidado, integração com as Redes de Atenção à Saúde e organização do cuidado ao longo do curso da vida, com foco na equidade, integralidade e efetividade das ações.

Ementa: Políticas e programas prioritários no SUS: saúde da mulher, criança e adolescente, saúde da população negra, saúde mental e RAPS, atenção às condições crônicas, urgência/emergência, HIV/Aids, tuberculose, doenças negligenciadas. Organização de linhas de cuidado ao longo do curso da vida. Integração com APS e redes.

Conteúdo Programático

  • Fundamentos e Evolução das Políticas Públicas de Saúde: Políticas públicas em saúde: definição, ciclo político e instrumentos normativos. Prioridades sanitárias: epidemiologia, equidade, financiamento e pactuação. Perspectiva do curso da vida como fundamento organizador: infância, adolescência, vida adulta, envelhecimento e cuidados paliativos.
  • Políticas de Equidade e Populações Prioritárias: Saúde da população negra: racismo estrutural, equidade racial e protocolos específicos. Povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, LGBTQIA+, pessoas privadas de liberdade e outros grupos vulnerabilizados. Marco nacional de equidade e intersecção com determinantes sociais.
  • Saúde da Mulher, Criança e Adolescente: Rede Cegonha, Pré-natal, puerpério, planejamento reprodutivo e mortalidade materna. Políticas nacionais de saúde da criança (PNAISC) e adolescente. Atenção ao recém-nascido, primeira infância e vigilância do desenvolvimento. 
  • Condições Crônicas, Envelhecimento e Cuidado Longitudinal: Políticas de hipertensão, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e respiratórias. Protocolos nacionais e diretrizes baseadas em evidência. Envelhecimento ativo, fragilidade, dependência funcional e cuidado domiciliar (SAD/EMAD/EMAP). Cuidados paliativos no SUS.
  • Urgência, Emergência, Doenças Transmissíveis e Vigilância: Rede de Urgência e Emergência: SAMU 192, UPA, leitos regulados e fluxos. HIV/Aids, ISTs, hepatites virais. Tuberculose e hanseníase. Doenças negligenciadas e emergências sanitárias (ex.: arboviroses, COVID-19). 
  • Saúde Mental e RAPS: Rede de Atenção Psicossocial (RAPS): CAPS, atenção básica, hospitalar e urgência. Desinstitucionalização, atenção psicossocial e redução de danos. Políticas e debates contemporâneos sobre cuidado em liberdade e intensidades de cuidado.
  • Linhas de Cuidado e Integração com as Redes: Estruturação e governança de linhas de cuidado. Papel da APS, regulação e gestão da clínica. Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas nacionais (PCDTs). Indicadores para monitoramento e avaliação.

10. Gestão do Trabalho, Educação Permanente e Liderança em Saúde Pública

Objetivo: Desenvolver competências para gerir equipes, desenvolver processos formativos e liderar serviços e redes no SUS de forma ética, participativa, estratégica e humanizada, promovendo ambientes saudáveis, aprendizagem contínua e valorização do trabalho em saúde.

Ementa: Gestão do trabalho e da educação na saúde. Planejamento de força de trabalho, carreiras, vínculos e precarização. Educação permanente em saúde e aprendizagem no trabalho. Processos de supervisão, preceptoria e apoio matricial. Liderança no SUS, gestão participativa, comunicação e negociação. Cuidado com o trabalhador e saúde mental das equipes.

Conteúdo Programático

  • Fundamentos da Gestão do Trabalho em Saúde: Trabalho em saúde: natureza, complexidade e lógica multiprofissional. Marco regulatório e normativo: Política Nacional de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (2003), diretrizes posteriores e legislação correlata. Planejamento da força de trabalho: dimensionamento, análise de GAPs e necessidade sanitária. Carreira, vínculos e rotatividade: estatutário, CLT, contrato temporário, OS e desafios da precarização.
  • Educação Permanente em Saúde (EPS): Marco teórico e histórico: educação permanente vs. educação continuada. Princípios da PNEPS: aprendizagem no trabalho, problematização, participação e transformação. Ferramentas de aprendizagem no serviço: estudo de caso, rodas, comunidades de prática, tutorias e formação reflexiva. Políticas estruturantes: residências, qualificação profissional, formação técnica e pós-graduação em serviço.
  • Supervisão Clínica, Preceptoria e Apoio Matricial: Papéis e funções: tutor, preceptor, supervisor e facilitador. Metodologias de supervisão colaborativa e feedback estruturado. Apoio matricial: conceitos, arranjos possíveis e experiências consolidadas (NASF, RAPS, RUE). Planejamento conjunto entre equipes assistenciais e especializadas.
  • Liderança e Gestão Participativa no SUS: Modelos de liderança: transformacional, servidora, colaborativa, situacional. Liderança no SUS: ética pública, visão sistêmica e corresponsabilidade. Gestão participativa e cogestão (Política Nacional de Humanização). Tomada de decisão compartilhada: conselhos, colegiados de gestão e rodas de governança.
  • Comunicação, Relacionamento e Gestão de Conflitos: Comunicação assertiva, comunicação não violenta (CNV) e escuta ativa. Processos grupais: cooperação, resistência e acordos coletivos. Negociação, mediação e alinhamento interprofissional. Segurança psicológica e confiança como base da equipe de alto desempenho.
  • Cuidado com o Trabalhador e Saúde Mental das Equipes: Riscos psicossociais no trabalho em saúde: carga emocional, violência institucional e burnout. Promoção do bem-estar, clima organizacional e qualidade de vida no trabalho (QVT). Estratégias institucionais: acolhimento, apoio emocional, pausas, grupos reflexivos e cuidado coletivo. Ética do cuidado com quem cuida: limites, autocuidado e responsabilidade institucional.

*Organização Curricular sujeita a alterações.

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