Como estruturar um plano anual de auditoria para instituições de saúde com base em risco?
Um plano efetivo parte de uma matriz de risco que considere eventos adversos, indicadores assistenciais, histórico de glosas, mudanças regulatórias, novas tecnologias e achados anteriores. A partir daí, define-se escopo por processo ou unidade, objetivos, critérios de auditoria, abordagem (concorrente, retrospectiva, documental, in loco), métodos de amostragem, cronograma e estimativa de recursos. É recomendável estabelecer critérios de materialidade e níveis de impacto (assistencial, financeiro, reputacional, regulatório), bem como canais de comunicação com áreas auditadas e comitês de governança. O plano deve contemplar salvaguardas de independência, confidencialidade, cadeia de custódia de evidências e política de tratamento de conflitos de interesse. Revisões trimestrais permitem ajustar prioridades frente a incidentes, variações sazonais e novos riscos emergentes.